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12/12/1996 in Jornal da Marinha

BLIND ZERO

QUEM OS OUVE E QUEM OS VÊ...

   Sem grande espectacularidade , os Blind Zero , vieram pela segunda vez ao Jardim Bar , no passado sábado , mostrar o seu primeiro ( e único , por enquanto ) álbum .

   Os Blind Zero que aqui vieram no passado dia 7 , não são nada mais nada menos que um produto inacabado e bem conseguido , de uma longa equipa de produtores , managers , editora , críticos , etc...! Quando alguém , numa entrevista aos Blind Zero , lhes perguntou se esta venda do álbum " Trigger " poderia ser comparada ao álbum " Viagens " de Pedro Abrunhosa , além de ter posto a carroça à frente dos bois , este jornalista só acertou , se considerar-mos as semelhanças que estão no marketing que envolveu estes dois registos.

   Este quinteto até esteve bem , fez um concerto cheio de ritmo , com uma sala cheia , apresentou quase todos os temas do " Trigger " e um tema novo , e no fim ofereceu um jam feito pelo Marco, para o público. Também é certo , que não trouxeram nada de novo nos temas que tocaram , que o som estava demasiado mau , para um concerto a mil paus por cabeça e um back-stage ou assistente de palco dava mais jeito do que uma carrada de seguranças e rollers que os Blind Zero trouxeram . Somando isto tudo , o concerto até nem foi mau .

   Mas quem merece uma grande ovação é concerteza o público que esteve presente no concerto . Com um bilhete , considerado por muitos , pouco barato , sem banda suporte , e sem direito a uma cervejola , a massa Humana que esteve presente , ficou até ao fim , cantou tudo o que havia para cantar ( ainda bem ..., já que do Miguel Guedes pouco se ouvia ) , fez moche , pediu " Big Brother " p'ró encore , teve "Big Brother" no encore , e saiu satisfeito , depois de uma sessão de autógrafos dada pelos Blind Zero.

   Sem grandes pontos fortes , este espectáculo foi apenas mais um para a carreira de Miguel Guedes , Marco Nunes , Vasco Espinheira e Pedro Guedes . Para balanço ou conclusão apenas considero que este quinteto do Porto , é melhor em estúdio do que em palco . Há , é verdade ....gostei muito do peluche que o Vasco tinha agarrado á fita da guitarra !