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12/08/1999 in Jornal da Marinha

"Um campo de futebol de praia e um parque infantil são duas infra-estruturas que vão nascer na praia de S.Pedro de Moel, durante o próximo mês de Maio (de 1999)."

Não inventei nada!

 

Estava eu a actualizar a minha leitura de jornais, perdidos pelos 4 cantos do meu quarto, quando, por acaso, dei de caras com um pequeno artigo publicado num outro Jornal da Cidade da Marinha Grande, que relatava, sem mais nem menos, esta afirmação acima transcrita. Mas tinha mais. "Este responsável (Massano Matos, responsável pela Divisão de Serviços Urbanos na Câmara Municipal da MªGrande) ainda acrescentou que a Câmara Municipal pretende dar mais dignidade à Praia de S.Pedro de Moel".

Só podem estar a brincar connosco!

 

Depois é curioso ver e ler nos diversos meios de comunicação Regional que S.Pedro já deu o que tinha a dar, ou "Ocupação Hoteleira cai em S. Pedro", como titulo de um destes Jornais.

Fala-se no Problema da Bandeira Azul, ou a falta dela. Mas é bom não esquecer que a Câmara da Marinha Grande é a principal e única responsável por este facto, quando em devida altura veio anunciar que este ano nem sequer se candidatava a tal título. Armando Constâncio já garantiu várias vezes que a não candidatura à Bandeira Azul se tratou de "uma medida de protecção da imagem de S. Pedro", pelas possíveis irregularidades na análise das águas da nossa costa.

A falta de uma bomba de gasolina também é diversas vezes apontado como ponto fulcral para este decréscimo de turistas nos últimos anos. Mas também é bom não esquecer que só a Câmara da Marinha tem "culpas no Cartório". Lembro-me que quando se demoliu as antigas gasolineiras para se construir mais um "monte de tijolos" se disse que esta opção era tomada mas com a obrigação de construir outras bombas de gasolina noutro espaço. Até se falou na possibilidade de se optar pela saída norte de S. Pedro (a caminho para o Farol).

 

Para Armando Constâncio a razão pela qual ainda não foi construída limita-se ao facto de não haver empresas interessadas para adoptar este projecto. Mas para que serve a Câmara da nossa Cidade? Não é para a servir?...foi tão fácil construir umas Bombas para dar dinheiro a alguns clubes Marinhenses!

 

Outras queixas aparecem no topo da lista, como é o caso da falta de mais caixas Multibanco (não é que as já existentes sejam poucas, mas estão mais vezes indisponíveis que o contrário). Um médico, também é diversas vezes pedido, para acompanhar casos de emergência que por vezes acontecem naquela praia, assim como em outras.

 

Eu subscrevo todos estas faltas, e mais algumas. Mas considero que elas só são relevantes quando à procura para as mesmas. Se verificarmos a evolução da situação, vimo-nos obrigados a reconsiderar estes pedidos e optar simplesmente por pedir mais polícias para a praia, pois ela num futuro próximo acabará por ficar abandonada a meia dúzia de residentes e pouco mais.

 

Por vezes interrogo-me se este, não é o cenário mais desejado pelos responsáveis elegidos.

 

Aqui bem perto temos praias como o Pedrógão, que tem por exemplo, "...estruturas radicais que funcionam diariamente entre as 10 e as 23 horas, para cada um testar o seu radicalismo. Paredes de escalada, rappel, tiro com arco e zarabatana são algumas actividades que pode experimentar gratuitamente." Ainda por cima é gratuito...

 

Na Praia da Vieira, que por sinal também pertence ao Concelho da Marinha Grande, temos os mais de 30 bares cheios (e não se queixam de excesso de concorrência, que por sinal só faz bem), temos um Mariparque sempre muito concorrido e agora vamos ter um novo Parque de Campismo, com estreita colaboração da nossa Câmara. Alguns Hoteleiros falam mesmo em crescimento, quando abordados pela quantidade de turistas e visitantes.

 

Aliás, o crescimento é um dado adquirido (menos em São Pedro). " Nos primeiros 4 meses do ano, a actividade turística conheceu uma forte expansão, com as receitas na hotelaria tradicional a aumentarem 8,4% e as dormidas 6,2% face igual período de 1998, revela o INE".

 

É curioso que só durante o período de Verão, e quando constatam que a situação não é a melhor, é que se fazem os balanços e por conseguinte, as criticas. Não há planeamento, não há estudos, não há projectos, não há perspectivas, ... enfim, não há vontade.